Intervenções urbanas compõem atividades da Diretoria de Cultura da Preac na Calourada 2018

Coletivo Transverso
Coletivo Transverso

Coletivo Transverso (estêncil e lambes), New Family Crew (grafite), Vitor Mafra (Arena de Rap) e alunos da Unicamp trazem os direitos humanos e a diversidade em forma de arte para a Unicamp. De acordo com a diretora de Cultura, Verônica Fabrini, as atividades fazem parte do projeto “Cultura na Unicamp: no que isso me afeta?”. As intervenções acontecem de 26 a 28 de fevereiro, das 10 às 18 horas, em diversos pontos do campus de Barão Geraldo. A iniciativa de trazer as intervenções urbanas para o ambiente acadêmico é da Diretoria de Cultura da Pró-Reitoria de Extensão e Assuntos Comunitários (Preac) e do Comitê Gestor do Pacto Universitário pela Promoção do Respeito à Diversidade, da Cultura da Paz e dos Direitos Humanos na Unicamp.

A Arena de Rap acontece dia 28, das 17h30 às 21 horas, no teatro do Ciclo Básico e deve reunir grupos de hip hop de Campinas e região, de acordo com Vitor Mafra, idealizador do projeto e aluno de ciências sociais da Universidade. Projeto de extensão do Centro de Lógica e Epistemologia (CLE) da Unicamp, a Arena nasceu justamente com a proposta de utilizar o rap como veículo cultural artístico para unir a comunidade acadêmica e a sociedade, segundo Mafra. Além dele, participam mais dois alunos da Unicamp, um DJ e um artista de hip hop. Recém-chegado de Cabo Verde, onde apresentou o projeto, Mafra acredita que por meio de eventos como a Arena e o projeto Cultura na Unicamp seja possível construir o respeito à diversidade de maneira orgânica.

Verônica Fabrini
Verônica Fabrini

Um teatro de arena pode encerrar o dia com outras cores, o cinza já batido de uma caixa de ar-condiconado pode anoitecer colorido e, no caminho percorrido rotineiramente, uma poesia pode desviar sua atenção: “O poema muda o sentido do caminho”. De acordo com Verônica Fabrini, a ideia de realizar a intervenção urbana na calourada converge com a proposta da DCult de construir um ambiente de integração, capaz de acolher diversidades. “Com estas intervenções, a Diretoria de Cultura pretende fazer com que as pessoas olhem a cultura não como um lugar que tem de ser assistido ou pelo qual se tem de pagar ingresso, mas algo que já está ali para ser utilizado. E a intervenção urbana, sendo democrática, tem esta função de aproximar as pessoas desta concepção de cultura.”

Arte urbana
Arte urbana

Coletivo Transverso
“A rua é o principal espaço de expressão da diversidade, é o lugar político por excelência”, acentua Cauê Maia, coordenador do Coletivo Transverso.  Sobre a participação na calourada, ele enfatiza: “Nosso trabalho propõe a reflexão. A escola de quem não tem é a rua. E para nós, que a temos e gratuita, a responsabilidade que nos cabe é divulgar o mais amplamente possível o resultado de nossas pesquisas e nossos trabalhos.”

Segundo Cauê, o Transverso já esteva na Unicamp, a convite da professora Heloisa Cardoso, do Departamento de Artes Cênicas, e uma de suas intervenções (um lambe-lambe com a frase “seguro morreu de tédio”) inspirou uma pergunta no vestibular da Unicamp. O tema diversidade, escolhido pela DCult é muito oportuno em sua opinião. “É preciso que haja diversidade, que ela seja respeitada e cultivada por quem assim o queira. Novas formas, mais gentis e cuidadosas, de conviver no espaço público virão apenas com o respeito ao outro, aos múltiplos outros. É preciso sobretudo reconhecer a humanidade no que é diverso, perceber isso que nos é comum a despeito das divergências.”

New Family
Grupo formado em Campinas, o coletivo New Family contará com vários artistas de Campinas e pessoas da comunidade acadêmica que desejarem participar das ações. Atualmente, o time é composto por Dimi e Moai, que fazem parte desde sua primeira formação. A criação surgiu da vontade de reunir novos talentos do graffiti de Campinas.

Conhecido pela atuação nas ruas, mais recentemente na Avenida Aquidabã, no centro de Campinas, a New Family Crew já chamou a atenção de diversas empresas, pelo estilo e qualidade, recebendo convites para trabalhos em parceria com várias marcas. Seu único critério, segundo Dimi e Moai, é “nunca perder a essência das ruas”.

Direitos Humanos
Para Verônica Fabrini, a parceria com o Pacto Universitário pela Promoção do Respeito à Diversidade, da Cultura da Paz e dos Direitos Humanos da Unicamp na Calourada é enriquecedora, pois  o momento de recepção aos calouros é estratégico para realização das ações, por tratar-se da ocasião em que os jovens chegam à Universidade abertos a novas experiências e percepções, portanto propensos a absorver os conceitos que a Unicamp lhes apresenta. “A ideia de uma Universidade integradora, que permite aproximações e que, portanto, acolhe diversidades e proporciona suas conexões é objetivo central neste projeto.”

A coordenadora do Comitê Gestor do Pacto, Neri de Barros, enfatiza que este momento de recepção aos calouros é importante pela possibilidade de apresentar à geração de ingressantes de 2018 uma Universidade comprometida com os Direitos Humanos e gerar neles empatia por esse dado de identidade da comunidade na qual estão se inserindo. “A missão da Universidade é produzir e divulgar conhecimento. Mas essa experiência por si só não é capaz de garantir o respeito aos Direitos Humanos – a sociedade é que deve escolher realizar este movimento. No entanto, cabe à Universidade divulgar os dados e argumentos de que dispõe para esclarecer que os Direitos Humanos são uma resposta a situações concretas de violência altamente destrutivas da vida humana e das condições de existência.”

A participação do Pacto na Calourada coincide com a comemoração, em 2018, de 70 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos. Além da parceria no projeto “Cultura na Unicamp: no que isso me afeta?”, o Pacto integra com textos e vídeos o Manual do Calouro da Pró-Reitoria de Graduação. “A Declaração Universal dos Direitos Humanos resulta da consciência que se tinha em 1948 de que a destruição provocada pela segunda Grande Guerra resultou de uma forma mais insidiosa de violência que consiste fundamentalmente na negação ao outro, ou seja, na negação do reconhecimento de sua condição humana e de seu direito à vida, à liberdade e à identidade. Assim, é importante que se diga que os Direitos Humanos têm de ser abordados em sua relevância abrangente e universal. É comum pessoas fazerem julgamentos negativos sobre seu valor, motivadas pelo medo e ressentimento ligados a eventos pontuais. É preciso, portanto, por meio de informações, que fique claro que os Direitos Humanos não podem ser avaliados desse ponto de vista uma vez que eles se aplicam ao próprio direito de reconhecimento de nossa humanidade.”

Neri lembra que, ao longo do ano, serão realizadas várias ações direcionadas à promoção dos direitos humanos e o convite é aberto. “Contamos com todos: estudantes, docentes e funcionários! Queremos opiniões, críticas, e sugestões. Queremos também receber o relato das expectativas, dos problemas e também das boas experiências no campo da pesquisa, do ensino, da gestão e do convívio. No final do ano, gostaríamos de oferecer como presente à comunidade um balanço do que a Unicamp fez pela sociedade trabalhando em favor dos Direitos Humanos.”

Neri de Barros, coordenadora do Comitê Gestor do Pacto
Neri de Barros, coordenadora do Comitê Gestor do Pacto 

Autora: Maria Alice da CruzFotos: Divulgação

CIS-Guanabara sedia ensaio de Kyudô, antiga arte marcial japonesa

Evento reúne atletas brasileiros visando a Copa do Mundo do Japão
Evento reúne atletas brasileiros visando a Copa do Mundo do Japão

A Associação Brasileira de Kyudô promove no dia 24 de fevereiro, no CIS Guanabara, uma atividade esportiva pouco conhecida pelos brasileiros. Trata-se do ensaio de Kyudô, prática esportiva do tiro com arco japonês, considerada uma das artes marciais mais antigas do Japão. O evento contará com a presença da autoridade técnica do professor Koji Okabe e servirá de preparo para a equipe brasileira que pretende participar da 3ª Copa do Mundo de Kyudô que ocorrerá em abril desse ano em Tóquio, no Japão.

Segundo o professor Lucas Lins, responsável pela equipe campineira de Kyudô, o treino contará com a presença de aproximadamente 20 atletas de São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná e Bahia. A equipe de Campinas conta com oito atletas (categorias masculino e feminino) com idades que variam de 11 a 65 anos. Ele explica que, historicamente, o arco e a flecha deixaram de ser utilizados em batalhas, tornando-se uma atividade facultativa de cultivo do corpo e da concentração mental. A prática consiste nos princípios de tiro (shahō) e de movimentação (taihai) divulgados pela ANKF (All Nihon Kyudo Federation). A apresentação no CIS é aberta ao público e ocorre em dois períodos: das 09h00 às 12h00 e das 14h00 às 18 horas.

Abertura Edital ITCP – Incubadora Tecnológica de Cooperativas Populares

Incubadora Tecnológica de Cooperativas Populares (ITCP) recebe até 28 de fevereiro, inscrições para o processo seletivo para preenchimento de 12 vagas de estágios.

Podem se candidatar estudantes de graduação da Unicamp matriculados a partir do terceiro semestre do curso.

O requerimento de inscrição deverá ser protocolado na Diretoria de Projetos de Extensão, localizada na Avenida Érico Veríssimo, 800, no prédio do Ginásio de Esportes da Unicamp, de segunda a sexta-feira, das 9h30 às 11h30 e das 14h30 às 16h30.

As atividades a serem desenvolvidas estão voltadas à inclusão produtiva de grupos populares de mulheres ou compostos. Mais informações e contatos encontram-se no edital disponível na página da Diretoria de Projetos.

Programa criado pela Pró-Reitoria de Extensão e Assuntos Comunitários em 2001, a ITCP atua com grupos populares em Campinas e região. Os temas abordados são economia solidária, educação popular, tecnologia social, gênero, movimentos sociais e autogestão.

Veja o edital.

Nied lança nova edição da revista Tecnologias, Sociedade e Conhecimento

NiedEsta edição inaugura o volume temático Pensamento Computacional. A opção por essa temática reconhece a complexidade do tema e a necessidade de seu aprofundamento, para não formar-se uma visão ingênua em seus vários domínios: das origens na ciência da computação e arquitetura subjacente às maquinas que conhecemos, seu potencial transformador em termos do pensamento e da construção de conhecimento, passando pelas questões sócio-políticas de sua apropriação na sociedade.

A revista inclui quatro artigos científicos, além de dois artigos científicos convidados, três relatos de experiência no tema e um resumo estendido de dissertação de mestrado, com autores de diferentes instituições brasileiras e estrangeiras.

O volume 4 da revista Tecnologias, Sociedade e Conhecimento pode ser acessado neste link. As edições anteriores também podem ser consultadas no site do Nied.

Autor: Da redação
Fotos: Divulgação – Nied
Edição de imagem: Paulo Cavalheri

Unicamp e CIS-Guanabara sediam eventos do 14º Feverestival

Divinas Divas, espetáculo que abre o 14 Feverestival
Divinas Divas, espetáculo que abre a 14ª edição do Feverestival

Campinas sedia no período de 17 a 25 de fevereiro a 14ª edição do Feverestival – Festival Internacional de Teatro “Território do Encontro”. A abertura dessa edição será dia 17, sábado, às 19 horas com a apresentação da peça Divinas Divas, no Teatro Castro Mendes. O campus da Unicamp, em Barão Geraldo, e o CIS-Guanabara também integram a programação que receberá atividades reflexivas e espetáculos de diferentes regiões do país, além de produções do Reino Unido. No campus será realizado, entre os dias 20 a 23, o VII Simpósio Internacional Reflexões Cênicas Contemporâneas. O CIS-Guanabara abriga nos dias 21 e 22 o III Fórum de Festivais de Teatro no Brasil “Curadoria e Internacionalização”, além de duas apresentações da peça infantil A Gruta da Garganta, nos dias 23 a 24 de fevereiro.

Esta é a 14ª. edição do Feverestival (a quinta consecutiva com a participação do CIS-Guanabara) cuja programação abrange espaços culturais de diversos territórios da cidade, como a Vila Industrial, Guanabara, centro e região Noroeste, além do distrito Barão Geraldo. Desde 2003 o Festival marca o calendário cultural de Campinas, valorizando as manifestações e produções culturais locais, além de trazer ao município espetáculos reconhecidos nacional e internacionalmente – em 13 edições alcançou mais de 400 mil pessoas e incluiu mais de 200 produções inéditas em sua programação. Esta edição conta com espetáculos de todas as regiões do país e duas produções do Reino Unido. Mais informações e a programação completa do evento estão no endereço www.feverestival.com.br

Unicamp – No campus de Barão Geraldo será realizado entre os dias 20 e 23 de fevereiro o VII Simpósio Internacional Reflexões Cênicas Contemporâneas. O encontro visa dar continuidade e ampliar o debate iniciado nos encontros anteriores, intensificando o aporte sobre as questões que emergiram de forma mais potente nas três últimas experiências. Dessa maneira, o encontro será pautado pelos seguintes temas. Dia 20 de fevereiro: “Pistas para uma pesquisa de campo no campo das artes da cena”; dia 21: “Metodologias e procedimentos para a criação e pesquisa em arte”; dia 22: “Dramaturgias (im)possíveis, (in)viáveis”; e dia 23: “O corpo da palavra ou a palavra do corpo: a escrita como criação”. Local: Paviartes, sempre das 18h30 às 22 horas.

CIS-Guanabara – Nos dias 21 e 22 de fevereiro, das 14h30 às 18h, o CIS-Guanabara recebe o III Fórum de Festivais de Teatro no Brasil “Curadoria e Internacionalização”. No primeiro dia do encontro “Curadoria” será o mote das discussões. Ainda dentro da programação do fórum serão realizadas duas ações reflexivas: a mesa “Difusão Cultural” e a “Vivência de malabares”. No dia 22, o foco passa a questões de “Internacionalização”, discutindo o papel dos festivais e instituições parceiras na internacionalização do teatro.

O público infantil também terá espaço no CIS-Guanabara durante o Feverestival. Nos dias 23 e 24 (sexta-feira e sábado), às 11 horas, será apresentada a peça A Gruta da Garganta, montagem do Grupo La Casa incierta, do Distrito Federal. A peça transita, de maneira poética, pelos laços invisíveis que unem os seres humanos. No dia 23, após a apresentação haverá um momento de reflexão sobre a “Arte na primeira infância”. A entrada é franca, no entanto será passado chapéu para colaboração espontânea. São distribuídas senhas uma hora antes do início de cada espetáculo. O CIS-Guanabara fica à Rua Mário Siqueira, 829, bairro Botafogo, em Campinas (estacionamento gratuito no local).

Galeria de Arte abre exposição de Virginia Artigas no dia 15

A Galeria de Arte do Instituto de Artes (Gaia) abre ao público duas novas exposições no dia 15 de fevereiro. A sala 1 receberá uma mostra da artista plástica Virginia Camargo Artigas (1915 – 1990). A exposição Nas madrugadas traz um panorama da produção de Virginia Artigas, com pinturas, gravuras, ilustrações e cartazes criados ao longo de sua vida.

A curadoria é do professor Marcio Donato Périgo, do Departamento de Artes Plásticas do Instituto de Artes (IA) e que trabalhou com a artista e seu marido, o arquiteto Vilanova Artigas, e de Rosa Artigas, filha de Virginia e responsável pelo acervo de seus pais.

Algumas das gravuras de Virgínia Artigas
Algumas das gravuras de Virginia Artigas

Ainda jovem Virginia Artigas teve contato com artistas plásticos da Família Artística Paulista, e posteriormente passa a frequentar os ateliês do Grupo Santos Helenos, onde pode aprender e desenvolver suas técnicas. Acaba tendo contato com artistas como Sérgio Milliet, Alberto Volpi,  Mário Zanin e outros nomes das artes plásticas.

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Multilinguismo: sobre aquisição e aprendizagem de línguas

Sabemos que as línguas do mundo possuem diferentes estruturas, diferentes conjuntos e formas de combinar seus sons, além de várias diferenças semânticas e pragmáticas. Ainda assim, não é estranho notarmos a existência de pessoas que utilizam conseguem utilizar com fluência mais de uma língua. Damos a essas pessoas o “título” de Bilíngue ou Multilíngue. Por outro lado, existem ao menos dois tipos de bilinguismo que devem ser vistos de forma separada.